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Em nota, Flamengo cita Palmeiras e pede “confiabilidade” na arbitragem brasileira

Neste sábado, o Flamengo publicou em suas redes sociais um comunicado oficial comentando sobre os debates de arbitragem que voltaram a tomar o futebol brasileiro nos últimos dias, em especial depois das polêmicas da partida do Brasileirão entre Palmeiras e Vitória.

Na nota, o clube carioca traz dados do Espião Estatístico, do GE, que apontam um suposto favorecimento da arbitragem brasileira ao Palmeiras. A declaração da equipe foi publicada pouco tempo depois que as redes sociais do time paulista compartilharam um comunicado oficial citando uma polêmica de arbitragem que envolvia o jogador Erick Pulgar, do Flamengo.

No vídeo publicado pelo Palmeiras, o volante rubro-negro se choca com um jogador do Internacional, com o braço na altura do pescoço do atleta do Colorado. Um vídeo de Raniele, do Corinthians, também foi anexado na nota, mostrando um lance em que o volante desfere uma cotovelada no rosto do jogador adversário. Os vídeos foram utilizados como comparação com o lance de Maurício no confronto com o Vitória, que resultou na denúncia do STJD ao jogador palmeirense.

“Levantamento do Espião Estatístico, do GE, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR”, disse a nota.

“Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo”, disse a nota rubro-negra, dando continuidade à exposição dos dados.

O Flamengo ainda reconheceu os esforços da CBF para melhorar a arbitragem brasileira, com os investimentos e implementações de novas tecnologias. Apesar disso, o clube reiterou que os árbitros precisam ser responsabilizados pelos seus erros e ainda deu de exemplo o comportamento do “jogo limpo” mostrado em campo durante a Copa do Mundo.

A equipe carioca, por fim, fez um apelo para que o futebol voltasse a ser mais discutido do que a arbitragem no Brasil, mas admitiu que esse cenário não acontecerá enquanto não houver um estabelecimento claro de critérios de arbitragem.

“O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros”.

“O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo”, diz o final do comunicado.

Confira a nota completa do Flamengo

“Após o retorno da Copa do Mundo, o debate sobre arbitragem voltou a ocupar o centro do futebol brasileiro. E isso não acontece por acaso.

Nos últimos anos, consolidou-se entre torcedores, profissionais do futebol e parte significativa da opinião pública a percepção de que um determinado clube vem sendo reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem. Essa percepção não nasce apenas da rivalidade esportiva. Também encontra respaldo em números.

Levantamento do Espião Estatístico, do ge, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR.

Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo.

Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol.

Também merece reflexão o comportamento adotado dentro e fora de campo. Tornou-se frequente assistir a jogadores e comissões técnicas cercando árbitros, reclamando de forma ostensiva e se colocando na condição de vítimas mesmo após faltas evidentes ou até mesmo um simples lateral. Uma ação estudada e coordenada.

É importante reconhecer os investimentos realizados pela CBF e os avanços promovidos pela Comissão de Arbitragem, com treinamentos, divulgação dos áudios do VAR e implementação de novas tecnologias. No entanto, não são elas que executam as regras que, eventualmente, acabam decidindo jogos. Na partida entre Vitória e Palmeiras, por exemplo, as decisões foram tomadas por Alex Gomes Stefano, em campo, e Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, no VAR.

São os árbitros que interpretam os lances, aplicam as regras e tomam decisões capazes de alterar tabelas, influenciar disputas por títulos, vagas e rebaixamentos. Por isso, também precisam ser responsabilizados quando cometem erros graves, quando são passivos em relação à pressão até mesmo em cobranças de lateral, e quando não coíbem o mau comportamento sistemático, como determinam as regras. A Copa do Mundo, recentemente, mostrou o caminho; árbitros e atletas que lá estiveram, muitos deles jogando no Brasil, lá, atuaram de acordo com a regra do “jogo limpo”, e deveriam fazer o mesmo aqui.

O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros.

O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo.”

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